É eu gosto do preto... Apesar das minhas buscas incessantes
em manter-me em cores...
É, o preto!... Gosto do amargo que o representa...
Gosto do forte que aparenta...
Da lembrança tatuada em negro...
Como o pó do carvão que mancha a pele...
Gosto da marca quase invisível que deixa no escuro da noite...
Gosto do medo que acompanha...
Da melancolia que me abraça e da dor que me assola...
Da lágrima que escorre no escuro das minhas frustrações...
Gosto do estranho que se dispõe a me perseguir...
Preto, chumbo, cinza...
Remetentes à fria sensação de vazio...
A falta do riso fácil nos lábios sempre cerrados...
Nos olhos perdidos procurando o “fixar”...
No buraco desconhecido que se abre debaixo dos meus pés...
Pode me abraçar agora, para que quando eu encontrar as minhas
cores;
Me recorde de jamais retornar!!
A.C/A.S


